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Artigo do Dr. Rogério Brandão
Bem, muitas vezes recebemos e-mail de amigos e a urgência do tempo nos faz apagá-los sem ler seus anexos. Mas quando se trata de pessoa criteriosa, geralmente nos esforçamos e abrimos o texto. Neste caso, como eu já confessei, deparei com a maravilhosa mensagem que transcrevo na íntegra (sic):
Artigo do Dr. Rogério Brandão
Médico oncologista clínico
RC Recife Boa Vista D4500
Cremepe 5758
Dizem que a dor é quem ensina a gemer.
Não conhecemos nossa verdadeira dimensão, até que, pegos pela adversidade, descobrimos que somos capazes de ir muito mais além.
Descobrimos uma força mágica que nos ergue, nos anima, e, não raro, nos descobrimos confortando aqueles que vieram para nos confortar.
Um dia, um anjo passou por mim...
No início da minha vida profissional, senti-me atraído em tratar crianças, me entusiasmei com a oncologia infantil. Tinha, e tenho ainda hoje, um carinho muito grande por crianças. Elas nos enternecem e nos surpreendem como suas maneiras simples e diretas de ver o mundo, sem meias verdades.
Nós médicos somos treinados para nos sentirmos "deuses". Só que não o somos! Não acho o sentimento de onipotência de todo ruim, se bem dosado. É este sentimento que nos impulsiona, que nos ajuda a vencer desafios, a se rebelar contra a morte e a tentar ir sempre mais além. Se mal dosado, porém, este sentimento será de arrogância e prepotência, o que não é bom. Quando perdemos um paciente, voltamos à planície, experimentamos o fracasso e os limites que a ciência nos impõe e entendemos que não somos deuses. Somos forçados a reconhecer nossos limites!
Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional. Nesse hospital, comecei a freqüentar a enfermaria infantil, e a me apaixonar pela oncopediatria. Mas também comecei a vivenciar os dramas dos meus pacientes, particularmente os das crianças, que via como vítimas inocentes desta terrível doença que é o câncer.
Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento destas crianças. Até o dia em que um anjo passou por mim.
Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada porém por 2 longos anos de tratamentos os mais diversos, hospitais, exames, manipulações, injeções, e todos os desconfortos trazidos pelos programas de quimioterapias e radioterapia.
Mas nunca vi meu anjo fraquejar. Já a vi chorar sim, muitas vezes, mas não via fraqueza em seu choro. Via medo em seus olhinhos algumas vezes, e isto é humano! Mas via confiança e determinação. Ela entregava o bracinho à enfermeira, e com uma lágrima nos olhos dizia: faça tia, é preciso para eu ficar boa.
Um dia, cheguei ao hospital de manhã cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. E comecei a ouvir uma resposta que ainda hoje não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.
Meu anjo respondeu:
– Tio, disse-me ela, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores. Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade de mim. Mas eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida!
Pensando no que a morte representava para crianças, que assistem seus heróis morrerem e ressuscitarem nos seriados e filmes, indaguei:
– E o que morte representa para você, minha querida?
– Olha tio, quando agente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e no outro dia acordamos no nosso quarto, em nossa própria cama não é?
(Lembrei minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, costumavam dormir no meu
quarto e após dormirem eu procedia exatamente assim.)
– É isso mesmo, e então?
– Vou explicar o que acontece, continuou ela: Quando nós dormimos, nosso pai vem e nos leva nos braços para o nosso quarto, para nossa cama, não é?
– É isso mesmo querida, você é muito esperta!
– Olha tio, eu não nasci para esta vida! Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!
Fiquei "entupigaitado". Boquiaberto, não sabia o que dizer. Chocado com o pensamento deste anjinho, com a maturidade que o sofrimento acelerou, com a visão e grande espiritualidade desta criança, fiquei parado, sem ação.
– E minha mãe vai ficar com muitas saudades minha, emendou ela.
Emocionado, travado na garganta, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei ao meu anjo: - E o que saudade significa para você, minha querida?
– Não sabe não tio? Saudade é o amor que fica!
Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um dar uma definição melhor, mais direta e mais simples para a palavra saudade: é o amor que fica!
Um anjo passou por mim...
Foi enviado para me dizer que existe muito mais entre o céu e a terra, do que nos permitimos enxergar. Que geralmente, absolutilizamos tudo que é relativo (carros novos, casas, roupas de grife, jóias) enquanto relativizamos a única coisa absoluta que temos, nossa transcendência.
Hoje, quando a noite chega e o céu está limpo, vejo uma linda estrela a quem chamo "meu anjo”, que brilha e resplandece no céu. Imagino ser ela, fulgurante em sua nova e eterna casa.
Que bom que existe saudades! O amor que ficou é eterno."
Rogério Brandão
O comentário é do blog
www.emirlarangeira.com.br
A musica que toca o coração
que preenche o dizer da alma
que traz o sorriso da vida
que embala canções de amor
Não sei dizer quando
você representou no
meu viver
Guardo ainda na lembrança
a sua doce voz
Se você é um anjo
encantou o meu viver
Se é um pássaro
iluminou o céu
Que bela expressão
deu um novo significado
na minha vida
Foi o alento nos dias tristes
e um encanto nos dias felizes!!!
É o som da harpa
que nos faz sonhar
e acalma a minha alma
Não tenho mais palavras
que possa expressar esse
sentimento indefinido
que trago em meu peito!
Nem o arco-íris pode definir
as cores do nosso
AMOR!!!!!!!
PRONOME REFLEXIVO
São aqueles que expressam a igualdade entre o sujeito e o objeto da ação.
Os pronomes reflexivos, embora também apontem para o sujeito da oração, exercem sempre a função de complemento verbal (objeto direto ou indireto). Por esse motivo são associados aos pronomes pessoais do caso oblíquo, herdando as características desses.
O quadro dos pronomes reflexivos é assim configurado:
- 1ª pessoa do singular (eu): me
- 2ª pessoa do singular (tu): ti
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): si, consigo
- 1ª pessoa do plural (nós): nos
- 2ª pessoa do plural (vós): vos
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): si, consigo
Com exceção das terceiras pessoas do singular e plural, as demais formas dos pronomes reflexivos repetem as formas do pronome oblíquo átono. Como os pronomes átonos são fracos quanto à acentuação, há determinadas formas e posições fixas para eles na oração.
A forma contraída dos pronomes reflexivo (consigo) é obrigatória na construção dos pronomes de 3ª pessoas do singular e do plural. Essa forma contraída freqüentemente exerce a função de adjunto adverbial de companhia (ex.: Ela veio comigo).
A concordância e os pronomes reflexivos
Os pronomes reflexivos (me, te, se, nos e etc.) possuem uma forma especial para cada pessoa verbal.
Para indicar que o objeto da ação é a mesma pessoa que o sujeito que a pratica, é obrigatória a concordância em pessoa entre o pronome reflexivo e a pessoa a qual se refere.
É importante lembrar, ainda, que a terceira pessoa possui uma única forma tanto para o singular quanto para o plural: se, si e consigo.
Exemplos:
Eu se machuquei. [Inadequado]
Eu me machuquei. [Adequado]
Ela foi embora e levou minha juventude contigo. [Inadequado]
Ela foi embora e levou minha juventude consigo. [Adequado]
Observe que a concordância própria aos pronomes reflexivos respeitam apenas a pessoa verbal e não o gênero da pessoa a qual se refere, senão vejamos os exemplos de sentenças corretas:
Ela está fora de si. / Ele está fora de si.
Além disso, é comum acrescentar algumas expressões reforçativas junto aos pronomes reflexivos. Dessa forma, destaca-se a idéia de igualdade entre as pessoas que estão sujeitas à ação.
Exemplos:
Eu me machuquei.
Eu mesma me machuquei.
Eles se julgavam.
Eles julgavam-se a si mesmos.
Verbos com pronome "se"
Certos verbos da Língua Portuguesa expressam, na sua forma infinitiva, a idéia de ação reflexiva. Para indicar que o objeto da ação é a mesma pessoa que o sujeito que a pratica, é obrigatória a concordância em pessoa entre o pronome reflexivo e a pessoa à qual se refere.
O pronome "se" torna-se, portanto, parte integrante dos verbos reflexivos. São esses os verbos indicativos de sentimentos ou mudança de estado, tais como preocupar-se, queixar-se, indignar-se, admirar-se, comportar-se, congelar-se, derreter-se e etc.
Os pronomes reflexivos (me, te, se, nos e etc.) possuem uma forma especial para cada pessoa verbal, com exceção da terceira pessoa, que possui uma única forma tanto para o singular quanto para o plural: se, si e consigo.
Exemplos:
Nós se atrevemos a ler seus manuscritos. [Inadequado]
Nós nos atrevemos a ler seus manuscritos. [Adequado]
Eu teimava em suicidar-se em tempo breve. [Inadequado]
Eu teimava em suicidar-me em tempo breve. [Adequado]
O "se" em início de sentença
A palavra "se" desempenha diversas funções na língua portuguesa: partícula apassivadora, índice de indeterminação do sujeito, pronome, conjunção, palavra integrante, termo expletivo, etc.
Dentre essas várias funções do "se", a de conjunção é a única que permite o seu emprego em início de sentença. Enquanto conjunção, o "se" indica a idéia de condição, possibilidade; por isso, é uma conjunção condicional. É possível, portanto, iniciar uma sentença com uma oração condicional, ou seja, impondo-se uma condição para que um fato ocorra.
Por conseqüência dessas observações acima, é inaceitável o emprego da palavra "se" como pronome, por exemplo, em início de sentença. O pronome "se" é um pronome pessoal reflexivo ou recíproco. Dentre os pronomes pessoais, os únicos permitidos para figurarem em início de sentença são os pronomes pessoais do caso reto (eu, tu, ele e etc.). Os demais pronomes pessoais (os oblíquos: me, te, o, a e etc. e os reflexivos e recíprocos: nos, se e etc.), ocupam posição interna na sentença.
Exemplos:
Se ofendiam e se amavam compulsivamente. [Inadequado]
Ofendiam-se e amavam-se compulsivamente. [Adequado]
Se aproximaram um do outro fingindo ignorarem-se. [Inadequado]
Aproximaram-se um do outro fingindo ignorarem-se. [Adequado]
Como partícula apassivadora, o "se" mantém-se junto ao verbo, da mesma forma que o pronome. Sua ligação com o verbo é demonstrada pelo uso do hífen, que não permite que o "se" fique solto na sentença. É inadequado, portanto, o emprego do "se" - partícula apassivadora - em início de sentença.
Exemplos:
Se ouvem passos no corredor, aterrorizando a madrugada. [Inadequado]
Ouvem-se passos no corredor, aterrorizando a madrugada. [Adequado]
Se calcula imposto de renda aqui. [Inadequado]
Calcula-se imposto de renda aqui. [Adequado]
É interessante exemplificar, ainda, o emprego inadequado do "se" quando este exerce a função de partícula integrante de verbos. Nessa situação, o "se" é representado porque faz parte dos chamados verbos pronominais (ex.: suicidar-se, arrepender-se). Nesse caso, o "se" também é inaceitável em início de sentença, devendo se apresentar posterior ao verbo quando este verbo estiver em posição inicial.
Exemplos:
Se informe sobre as inscrições na secretaria da escola. [Inadequado]
Informe-se sobre as inscrições na secretaria da escola. [Adequado]
Se comprometeu com a organização do baile, mas cometera um erro. [Inadequado]
Comprometeu-se com a organização do baile, mas cometera um erro. [Adequado]
A seguir, algumas sentenças em que o "se" funciona como uma conjunção condicional e, por isso, pode se apresentar no início de sentenças:
Exemplos:
Se todos concordarem, faremos um novo sorteio.
Se você chegasse mais cedo, poderia assistir nosso show de mágica.
Se ele contar nosso segredo, jamais o perdoaremos.
Fonte: www.nilc.icmc.usp.br
PRONOME REFLEXIVO
O VERBO "SUICIDAR-SE" É UM PLEONASMO?
O verbo "suicidar-se" vem do latim sui ("a si" = pronome reflexivo) + cida (= que mata). Isso significa que "suicidar" já é "matar a si mesmo". Dispensaria, dessa forma, a repetição causada pelo uso do pronome reflexivo "se".
É importante lembrar que as palavras terminadas pelo elemento latino "cida" apresentam essa idéia de "matar": formicida - que mata formigas; inseticida - que mata insetos; homicida - que mata homens.
Voltando ao verbo "suicidar-se", se observarmos o uso contemporâneo deste verbo, não restará dúvida: ninguém diz "ele suicida" ou "eles suicidaram". O uso do pronome reflexivo "se" junto ao verbo está mais que consagrado em nosso idioma. É, na verdade, um pleonasmo irreversível.
O verbo "suicidar-se" hoje é tão pronominal quanto os verbos "arrepender-se", "esforçar-se", "dignar-se".
Diferente é o caso do verbo "autocontrolar-se". O prefixo auto vem do grego e significa "a si mesmo". Existe o substantivo "autocontrole" (= controle de si mesmo"), mas não há registro do verbo "autocontrolar-se". Se você quer "controlar a si mesmo", basta "controlar-se".
É interessante, porém, saber que os nossos dicionários registram "autocriticar-se", "autodefender-se", "autodefinir-se", "autodenominar-se", "autodestruir-se", "autodisciplinar-se", "autoenganar-se", "autogovernar-se"...
Numa história que é contada pelo grande ator, compositor, escritor, poeta, Mário Lago, do seu livro 16 linhas cravadas , entre outras histórias, encontra-se a do professor de português que se mata ao descobrir a traição de sua amada esposa Adélia. Deixou escrito na sua mensagem de despedida: "Adélia suicidou-me".
Fonte: intervox.nce.ufrj.br
Pronome Reflexivo
São aqueles que expressam a igualdade entre o sujeito e o objeto da ação.
Os pronomes reflexivos, embora também apontem para o sujeito da oração, exercem sempre a função de complemento verbal (objeto direto ou indireto). Por esse motivo são associados aos pronomes pessoais do caso oblíquo, herdando as características desses.
O quadro dos pronomes reflexivos é assim configurado:
- 1ª pessoa do singular (eu): me
- 2ª pessoa do singular (tu): ti
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): si, consigo
- 1ª pessoa do plural (nós): nos
- 2ª pessoa do plural (vós): vos
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): si, consigo
Com exceção das terceiras pessoas do singular e plural, as demais formas dos pronomes reflexivos repetem as formas do pronome oblíquo átono. Como os pronomes átonos são fracos quanto à acentuação, há determinadas formas (ver formas especiais do pronome oblíquo átono) e posições (ver colocação pronominal) fixas para eles na oração.
A forma contraída dos pronomes reflexivo (consigo) é obrigatória na construção dos pronomes de 3ª pessoas do singular e do plural. Essa forma contraída freqüentemente exerce a função de adjunto adverbial de companhia (ex.: Ela veio comigo).
É importante ainda conhecer algumas particularidades dos pronomes reflexivos.
Fonte: www.interaula.com
Pronome reflexivo
Funções da palavra SE
- Pronome reflexivo com a função sintática do objeto direto
Elas não se encontravam na redação.
- Pronome reflexivo com a função de objeto indireto
Ele atribuía-se o direito de julgar.
- Pronome reflexivo recíproco com a função de objeto direto
Admiravam-se de longe.
- Pronome reflexivo recíproco com a função de objeto indireto
Eles retribuíram-se as respectivas malvadezas.
- Pronome reflexivo com a função de sujeito de um infinitivo
Ela deixou-se ir.
- Pronome apassivador
Compram-se jornais.
- Índice de indeterminação do sujeito
Assistiu-se a um belo espetáculo.
- Pronome de realce
O mestre da outra escola sorriu-se da tradução.
- Parte integrante dos verbos essencialmente pronominais
Queixou-se muito da vida.
- Conjunção subordinativa integrante
Ela queria ver se conseguia.
- Conjunção subordinativa condicional
Se eles vierem, serão bem recebidos.
Funções do QUE
- Pronome relativo: (o qual, a qual)
A curiosidade é um vício que desconhece termos.
- Pronome substantivo indefinido: (= que coisa) ligado a verbo.
Elas não sabiam que fazer.
- Pronome adjetivo indefinido: (= quanto, quanta) ligado a substantivo
Que tristeza, meu Deus!
- Pronome interrogativo: (se, no final de frase, é acentuado)
Por que não vai conosco? Você não foi, por quê?
- Substantivo antecedido de artigo e ê acentuado
Havia em seus olhos um quê de curiosidade.
- Preposição: Pode ser substituído normalmente pelo "de"
A gente tem que explicar com franqueza certas coisas.
- Advérbio de intensidade: (muito) ligado a adjetivo
Que bela tarde!
- Interjeição: (sempre acentuado)
Quê! Você tem coragem?
- Partícula expletiva
Que esperto que é teu irmão!
- Faz parte da locução expletiva
Ele é que sabe das coisas!
- Conjunção causal: (= porque)
Disse que não iria, que não tinha roupas adequadas.
- Conjunção Integrante
Suponhamos que elas viessem
- Conjunção Comparativa
Uma era mais esperta que a outra.
- Conjunção concessiva (= embora)
Que não seja rico, sempre me casarei com ele.
- Conjunção Condicional (= se)
Que você pague a promissória, hão de entregar a mercadoria.
- Conjunção Conformativa (= segundo, conforme)
Ao que dizem, os exames serão dificílimos.
- Conjunção Temporal:
Chegados que foram à cabana, reviraram tudo.
- Conjunção Final:
Fiz-lhe sinal que se calasse.
- Conjunção Consecutiva:
Falou tanto que ficou rouco.
- Conjunção Aditiva:
Anda que anda e nada encontra.
- Conjunção Explicativa:
Fique quieto que eu quero dormir.
Fonte: www.rainhadapaz.g12.br
Pronome Reflexivo
Função da Palavra SE
A palavra SE pode exercer diversas funções dentro da língua portuguesa. Tais funções são as seguintes:
a) Pronome apassivador ou partícula apassivadora
Fonte: www.rainhadapaz.g12.br
Pronome Reflexivo
Função da Palavra SE
A palavra SE pode exercer diversas funções dentro da língua portuguesa. Tais funções são as seguintes:
a) Pronome apassivador ou partícula apassivadora
Aparece na formação da voz passiva sintética com verbos transitivo direto, e transitivo direto e indireto; com verbo transitivo apenas indireto, não há possibilidade. Na prática, a frase pode ser transposta para a passiva analítica ( com dois verbos ).
Exemplos
- Reformam-se móveis velhos. (= Móveis velhos são reformados. )
- Entregou-se o prêmio ao aluno que obteve a melhor nota. (= O prêmio foi entregue ao aluno que obteve a melhor nota. )
b) Índice de indeterminação do sujeito
Também chamado de pronome impessoalizador, pronome apassivador impessoal ou, ainda, símbolo de indeterminação do sujeito, aparece junto a verbo intransitivo ou transitivo indireto.
Como o nome já diz, quando exerce essa função, a palavra SE indetermina o sujeito da oração. Esse tipo de oração não admite a passagem para a voz passiva analítica e o verbo estará sempre na 3º pessoa do singular.
Exemplos
- Vive-se bem naquele país.
- Precisava-se de novas fontes de riquezas.
c) Pronome reflexivo
Usado para indicar que a ação praticada pelo sujeito recai sobre o próprio sujeito ( voz reflexiva). É substituível por: a si mesmo, a si próprio etc.
Exemplo
- O lenhador machucou-se com a foice. (= machucou a si mesmo)
- Localize-se no mapa. (= localize a si próprio)
d) Pronome reflexivo recíproco
Usado para indicar que a ação praticada por um dos elementos do sujeito recai sobre o outro elemento do sujeito e vice-versa. Na prática, é substituível por: um ao outro, uns aos outros etc.
Exemplo
- Pai e filho abraçaram-se emocionados. (= abraçaram um ao outro )
- Amigo e amiga deram-se as mão afetuosamente. (= deram as mãos um ao outro)
e) Parte integrante do verbo
Há verbos que são essencialmente pronominais, isto é, são sempre apresentados e conjugados com o pronome. Não se deve confundi-los com os verbos reflexivos, que são acidentalmente pronominais. Os verbos essencialmente pronominais geralmente se referem a sentimentos e fenômenos mentais: indignar-se, ufanar-se, atrever-se, admirar-se, lembrar-se, esquecer-se, orgulhar-se arrepender-se, queixar-se, etc.
Exemplo
- Os atletas queixaram-se do tratamento recebido.
- Ele não se dignou a entrar.
f) Partícula expletiva ou de realce
O SE é considerado partícula expletiva ou de realce quando ocorre, principalmente, ao lado de verbos intransitivos, de movimento ou que exprimem atitudes da pessoa em relação ao próprio corpo ( ir-se, partir-se, chegar-se, passar-se, rir-se, sentar-se, sorrir-se, etc. ), em construções em que o SE não apresenta nenhuma função essencial para a compreensão da mensagem. Trata-se de um recurso estilístico, um reforço de expressão.
Exemplos
- Acabou-se a confiança no próximo.
- Lá se vai mais um caminhão de verduras.
g) A conjunção SE
Atuando como conjunção, o SE sempre introduz oração subordinada.
- Conjunção subordinativa integrante
Inicia orações subordinadas substantivas ( subjetiva, objetiva direta, etc.).
Exemplos
- Ninguém sabe se ele venceu a partida.
- Não sei se tudo isso vale a pena.
- Conjunção subordinativa condicional
Introduz as orações subordinadas adverbiais condicionais. Essas orações exprimem a condição necessária para que se realize ou deixe de se realizar o fato expresso na oração principal. Essa relação também se pode dar em um sentido hipotético.
Exemplos
- Se não chover, partiremos à tarde.
- O material será devolvido se você quiser.
- Sujeito de um infinitivo
Trata-se das estruturas formadas pelos auxiliares causativos (deixar, mandar e fazer) e sensitivos (ver, ouvir, sentir, etc.) quando seguidos de objeto direto na forma de oração reduzida. Nesse casos, o pronome SE atuará sintaticamente como sujeito.
Exemplos
- Deixou-se ficar à janela a tarde toda.
- O jovem professor sentiu-se fraquejar.
- Objeto direto
Acompanha verbo transitivo direto que tenha sujeito animado.
Exemplos
- Ergueu-se, passou a toalha no rosto.
- Vestiu-se rapidamente, telefonou pedindo um táxi, saiu.
- Objeto indireto
Aparece quando o verbo é transitivo direto e indireto.
- Ele arroga-se a liberdade de sair a qualquer hora.
- Ele impôs-se uma disciplina rigorosa.
Fonte: www.ufv.br
Pronome Reflexivo
A Palavra Se
Pronome Reflexivo
A palavra se será pronome reflexivo quando indicar que o sujeito pratica a ação sobre si mesmo. Nesse caso, o verbo concordará com o sujeito.
Exemplos
- A menina machucou-se ao cair do brinquedo.
- As meninas machucaram-se.
Pronome Recíproco
A palavra se será pronome recíproco quando indicar ação trocada entre os elementos que compõem o sujeito. Nesse caso, o verbo concordará com o sujeito.
Exemplo
Sandro e Carla adoram-se.
Pronome Integrante do Verbo
A palavra se será pronome integrante do verbo quando aparecer junto de verbos pronominais, que são os que não se conjugam sem pronome. Por exemplo: suicidar-se, arrepender-se, queixar-se, zangar-se, ater-se, abster-se ...
Nesse caso, o verbo concordará com o sujeito.
Ex. Genofretildo suicidou-se depois que seus sócios se queixaram dele para o advogado.
Pronome Expletivo ou Pronome de Realce:
A palavra se será pronome expletivo, quando for usado apenas para reforçar a idéia contida no verbo, sendo, por isso, dispensável na frase. Ocorrerá o pronome expletivo com verbo intransitivo que tenha sujeito claro. Aparece, em geral, junto aos verbos ir, partir, chegar, passar, rir, sorrir, morrer. Novamente o verbo concordará com o sujeito.
Exemplos
- As nossas esperanças foram-se para sempre.
- As meninas sorriram-se agradecidas.
- "Vai-se a primeira pomba despertada". (Raimundo Correia)
Pronome Apassivador:
A palavra se será pronome apassivador, quando formar, junto de um verbo transitivo direto, a voz passiva sintética, que pode ser transformada em passiva analítica; indica que o sujeito é paciente e com ele concorda.
Exemplos
- Compram-se carros usados. = Carros usados são comprados.
- Esperou-se o tempo necessário. = O tempo necessário foi esperado.
- Alugam-se casas na praia. = Casas na praia são alugadas.
Pronome de Indeterminação do Sujeito
A palavra se será pronome de indeterminação do sujeito, quando surgir junto a verbo transitivo indireto acompanhado de objeto indireto, a verbo transitivo direto acompanhado de objeto direto preposicionado, a verbo de ligação acompanhado de predicativo do sujeito e a verbo intransitivo sem sujeito claro. Nesse caso, o verbo deverá ficar, obrigatoriamente, na terceira pessoa do singular.
Exemplos
- Necessita-se de pessoas qualificadas. (VTI com OI)
- Estima-se a Jorge Amado. (VTD com OD Prep.)
- Aqui se está satisfeito com o governo. (VL com PS)
- Ainda se morre de tuberculose no Brasil. (VI sem sujeito claro)
Sujeito Acusativo
A palavra se será sujeito acusativo quando aparecer em estruturas formadas pelos auxiliares causativos fazer, mandar e deixar e pelos auxiliares sensitivos ver, ouvir, sentir..., seguidos de objeto direto na forma de oração reduzida (verbo no infinitivo ou no gerúndio).
Exemplos
- Ela deixou-se levar pelo namorado.
- Nós a vimos virando a esquina.
- O gerente mandou o garoto buscar os documentos.
Quando o sujeito acusativo for representado por um substantivo plural, o verbo no infinitivo tanto poderá ficar no singular quanto no plural.
Exemplos
- Mandar as garotas fazer o trabalho.
- Mandaram as garotas fazerem o trabalho.
Conjunção Subordinativa Integrante:
A palavra se será conjunção subordinativa integrante, quando iniciar oração subordinada substantiva, ou seja, oração que funcione como sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo do sujeito, complemento nominal ou aposto.
Exemplo
Não sei se todos terão condições de acompanhar a matéria. (Oração que funciona como OD)
Sentiremos se vocês não comparecerem à solenidade. (Oração que funciona como OD)
Conjunção Subordinativa Condicional
A palavra se será conjunção subordinativa condicional, quando iniciar oração subordinada adverbial condicional, ou seja, quando iniciar oração que funcione como adjunto adverbial de condição.
Exemplo
Tudo estaria resolvido, se ele tivesse devolvido o dinheiro.
Conjunção Subordinativa Causal
A palavra se será conjunção subordinativa causal, quando iniciar oração subordinada adverbial causal, ou seja, quando iniciar oração que funcione como adjunto adverbial de causa.
Exemplo
Se você sabia que eu não conseguiria, por que me deixou sozinho?
Fonte: www.gramaticaonline.com.br
Época moderna foi um período de coexistência do "velho" como o "novo". Portanto, um período de transição.
Pois bem, o período foi o momento em que o "velho" foi definitivamente supplantado pelo "novo".
Mas o que representava o "novo", nas duas últimas décadas do século XVIII?
Tudo que estivesse ligado à burguesia emergente, dona do capital. Capital que sustentava o Antigo Regime, mas que trazia o germe da mudança... E como viria a mudança?
Sabemos que ela partiu da burguesia. Mas como? Qual a situação politico-jurídica dessa burguesia?
É exatamente aí que está uma das chaves do problema. Embora a burguesia fornecesse os recursos humanos e financeiros das Monarquias absolutas, sua posição político-jurídica era limitada pela divisão da sociedade em Ordens ou Estados - clero, nobreza e povo. Enquadrada no Terceiro Estado, sua influência só se fazia sentir na medida em que era importante economicamente.
No entanto, vimos claramente na Parte I que essa emergente classe social tinha interesses bastante contrários daqueles que dirigiam o Antigo Regime: Rei, Clero e Nobreza.
E, havia chegado a hora de contestação!
As ideias surgiam. Era a "Época das Luzes"...Os temas discutidos giravam em torno da Liberdade, do Progresso e do Homem. A ideia do Universo em movimento, apresentada pelos racionalistas do século XVIII, favorecia essas discussões. Tudo era agora compreendido como mutável. Mas a mudança seria sempre para melhor, daí a ideia do Progresso...Era natural, e por trás disso estava a burguesia, que tinha tudo para se sentir otimista. Os filósofos atacavam duramente as instituições do Antigo Regime. E era o que ela precisava, uma justificação para o assalto ao poder, e o Iluminismo vei preprarar o "clima revolucionário".
A contestação ao Antigo Regime foi em todos os níveis. No econômico opunham ao Mercantilismo a ideia do "laissez-passer", isto é, à intervenção do Estado na economia opunham a ideia de que a ecnonomia se faz por si mesma, sendo regida por leis naturais. No nível pol´ticio-ideológico opunham ao Absolutismo a ideia da soberania do povo< rejeitando o direito divino dos Reis e a religião de Estado, pregaram a soberania do povo, a separaçãodos poderes do governo e a insurreição. Os pensadores que mais se emprenhavam nessas críticas foram o inglês Locke e os franceses Montesquieu, Voltaire e Jean-jacques Rousseau. Em toda a Europa os pensadores racionalistas afirmavam ter chegado ao "Século das Luzes"....Sim, talvez, das luzes que iluminaram o caminho a seguir.
E qual era o caminho a seguir?
A revolução, que estabeleceria um governo liberal apoiado na burguesia. Você sabe o que significa uma Revolução?
É uma mudança profunda na estrutura social, isto é, uma transformação que atinge todos os níveis da realidade social: o econômico, o político, o social e o ideológico. Uma revolução é uma luta entre as forças de transformação e forças de conservação de uma sociedade. Quando ocorre uma revolução, a vida das pessos sofre uma mudança radical no próprio dia-a-dia.
E, naquele momento, o que queria a burguesia senão uma mudança profunda na estrutura social do Antigo Regime? Mudança que a colocasse em uma posição compatível com a força econômico-social que vinha respresentando, uma força de transformação. E era chegado o momento da transformação. A burguesia percebia sua originalidade social. Toda a contestação ao Angigo Regime foi uma introdução às Revoluções Burguesas do final do século XVIII, prolongando-se pelo século XIX.
Entre essa Revoluções Atlânticas, denominação adotada por váriso historiadores, destaca-se a Revolução Industrial, que, promovida pela burguesia triunfante, representou o momento decisivo da vitória do capitalismo como forma de produção econômica predominante e única em várias sociedades da Europa Ocidental. Isso é o mesmo que dizer que a partir desse momento a sobrevivência da maioria das pessoas teria por base um trabalho assalariado.
Mas quem receberia os salários? A burguesia?
Não. Ela era dona do capital. Capital que compra os meios de produção, as máquinas, os instrumentos, as matérias-primas....e que paga salários a quem não possui instrumentos próprios de trabalho. Pagando salários, a burguesia está comprando a força de trabalho humano que coloca tudo aquilo (os meios de produção) em movimento.
Ora, quem não possui meios de produzir tem de vender a única coisa que lhe pertence: sua energia, sua força de trabalho. Quem tem capital - o capitalista- compra a força de trabalho operário. Logo, é o operário que produz, mas o produto de seu trabalho pertence ao capitalista, que não o produziu, mas que é o dono dos meios de produção.
Retirado do Livro "História das Sociedades" - ed. Ao Livro Técnico
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