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Agosto 200930 Ago 2009
Essa literatura que sofreu tanto com as colonizações como pela escravidão, mesmo sendo uma prática condenável, independente de seus métodos ou objetivo final, devemos informar que o conceito da escravidão, para os africanos, não se assemelhava ao interesse mercantilista praticado na Europa. Os africanos mantinham escravos para sua sobrevivência e domínio sobre determinada região. Com a chegada do europeu, no entanto, tribos africanas passaram a comercializar escravos apreendidos.
Fonte Uma introdução à História da África-Atlântica (Mary Del Priori e Renato Pinto Venâncio)
Podemos agora, construir uma reflexão...Por que persiste, ainda, o conceito negativo sobre o continente africano e os povos que lá vivem????
Os povos europeus imaginavam ocupar o centro da terra, ao sul das margens conhecidas da humanidade, existia, para eles, a África, ou, como diziam então, a Etiópia, terra habitada por etíopes (negros). A Etiópia seria uma terra inabitável pelos brancos devido ao imenso calor, e que lá vivia eram seres monstruosos "os homens de faces queimadas".
A esse pensamento dá-se o nome de etnocentrismo. A visão etnocêntrica do mundo fazia com que os europeus desconsiderassem qualquer forma de sociedade e negassem fisionomias que não se assemelhavam à sua própria aparência.
A cor negra era associada ao mal. Muitos escritos davam conta da existência de figuras assombrosas existentes na África. No século XI, Vicente de Beauvais, dominicano francês, escreveu que o clima quente deixava os etíopes (negros) sujeitos a doença diversas.
As parábolas medievais, apresentadas durantes as missas, apresentavam a figura de Satâ "negra como um etíope". Ao contrário, os ânios, eram sempre brancos. E a África, terra quente, era associada ao inferno. Também no mundo árabe, autores como Al-Kindi usavam argumentação semelhante para explicar as particularidades físicas dos povos da costa oriental da África:"Sendo quente o país, os corpos celestes exercem sua influência e atraem os humores para as partes superiores do corpo. Daí os lábios pendentes, o nariz achatado e grossos (...) a ausência de inteligência".
(Priore, Mary Del, Venancio, Renato Pinto. Ancestrais "Uma introdução à história da África Atlântica. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004, p.58).
Conclusão:
Até os gatos negros sofreram, muitos mortos, por pessoas que ainda tem raízes nesses conceitos e paradigmas, que ao meu ver teria que ser acabados. O sofrimento foi trazido tanto para os humanos quanto para os animais. A consciência humana deveria rever seus conceitos...
Mas a literatura conseguiu desfazer esses estereotipos, que vem cada vez mais mostrar que cada cultura, etnia, sociedade tem coisas boas a declarar ao mundo então vai a minha paixão a poesia de Agostinho Neto:
... E entre a angústia e a alegria
Um trilho imenso do Níger ao Cabo
Onde marimbas e braços
Tambores e braços vozes e braços
Harmonizam o cântico inaugural da Nova África.
(Agostinho Neto)
26 Ago 2009
DESCULPA-ME
Desculpa-me..
Não devia ter descido... não devia ter-te amado... ter-te querido.
Não devia ter ouvido as batidas do coração que o teu nome ecoava... repetido...
Mas era música que me chamava, me indicava o sentido...
De um tempo a recuperar...outrora inacabado, perdido.
Desculpa-me...
Anjo também vê, olha, sente, recorda e crê.
Crê que amar não pode ser algo errado, nem triste, nem pecado.
De onde eu venho é assim... ama-se. Ama-se! Simplesmente...
Não há barreiras, fronteiras, o amor flui dos olhos docemente.
Desculpa-me...
Não te queria perturbar... nem dividir... somente amar.
As escadas por onde para ti corri... estão aí...
Descer foi fácil... encontrar-te foi o melhor voo de asas que senti...
Subir vai custar... não prometo para trás não olhar...
Talvez me sente um pouco... para a imagem da tua aura em mim guardar.
Desculpa-me...
Eu sou assim... pequenina... aprendiz...
Por instantes os teus murmúrios de amor fizeram-me feliz.
Dancei descalça, comi cerejas, fiz poemas...
Afinal... ofereci-te dilemas... penas... que destoam das tuas asas serenas.
Desculpa-me...
Não pensei desordenar o teu mundo interior...
Afinal... que mal te poderia fazer o meu amor?
Mas anjo aprende a renunciar, a sublimar... e anjo também pode chorar...
São dessas lágrimas que é feito o mar...
Mas se me estenderes a mão e me pedires para ficar...
Só de longe te querer, mesmo sem nunca te ter...
Eu voltarei a dançar... abraçarei o luar...
Porque mais importante do que contigo estar é sentir...
Que almas afins, asas separadas, se voltaram a reunir!
**Nin@ - Lisboa**
25 Ago 2009
Daquele tempo feliz
que estavámos sempre juntas
brincando, rindo, chorando ou brigando
Mas uma briga suave que faz brotar
a personalidade e modifica possíveis erros.
Daquela menina dengosa
que fluia uma meiguice
que transformava qualquer duro coração.
Daquele serzinho feliz
que tudo ria e brincava
e quando a coisa era séria
de uma seriedade de adulta.
Daquela mãozinha suave
e com a voz mais doce ainda
que me fazia crescer como ser humano.
Daquela que muito tentava ensinar
em que eu acabava sendo a aluna
Pois me ensinava muito mais.
Meu amor, meu coração
que me fazia pensar e trabalhar
como um formiguinha.
Agradeço sempre a oportunidade
e que Deus te abençoe sempre
com sorrisos de alegria e
imensidão de paz e harmonia.
Ao meu amorzinho
com o coração sentido
expresso essas palavras
e a pedir sempre
por sua proteção.
Que Jesus libere
sua luz multicolor
que traz a paz
os rios de esperança
o cobertor de sua luz.
Amém.
17 Ago 2009
"B"·Barão Vermelho· Amor, Meu Grande AmorAmor, Meu Grande Amor
Barão Vermelho
Composição: Angela Ro Ro e Ana Terra
Amor, meu grande amor
Não chegue na hora marcada
Assim como as canções
Como as paixões
E as palavras...
Me veja nos seus olhos
Na minha cara lavada
Me venha sem saber
Se sou fogo
Ou se sou água...
Amor, meu grande amor
Me chegue assim
Bem de repente
Sem nome ou sobrenome
Sem sentir
O que não sente...
Pois tudo o que ofereço
É, meu calor, meu endereço
A vida do teu filho
Desde o fim, até o começo...
Amor, meu grande amor
Só dure o tempo que mereça
E quando me quiser
Que seja de qualquer maneira...
Enquanto me tiver
Que eu seja
O último e o primeiro
E quando eu te encontrar
Meu grande amor
Me reconheça...
Pois tudo que ofereço
É, meu calor, meu endereço
A vida do teu filho
Desde o fim até o começo...
Amor, meu grande amor
Que eu seja
O último e o primeiro
E quando eu te encontrar
Meu grande amor
Por favor, me reconheça...
Pois tudo que ofereço
É, meu calor, meu endereço
A vida do teu filho
Desde o fim até o começo...(2x)
16 Ago 2009
Todos procuram heróis: na televisão, nos mangás, animês...e não veêm os verdadeiros heróis todos os dias saindo para trabalhar. Aqueles que saem bem cedinho, mas não querem sair da cama...tá tão quentinho, saem para cumprir com suas deveres. Aquelas mulheres que trabalham todos os dias, fazendo o mesmo serviço: doméstico, do lar, em lugares diferentes. Aqueles que estão em serviço: no mar, no ar e na terra.
E os filhos não encontram os verdadeiros heróis, que trazem a comida, entretenimento, prazer de estar em suas companhias. Eles também não veêm o esforço gigante que fazem e muitos se culpam por não estar por perto.
São pessoas que lidam com chefes mau humorados, que não sabem lidar com as pessoas, e assim mesmo têm um cargo de chefia.
E eles ou elas por quererem levar pra casa o sustento aturam tudo.
Em ciddes grandes onde os humores vai desde correr pela cidade quase arrancando braços, desde chutar bichinhos na rua, como se eles não tivessem dono.
Esquecemos de ver o luar, as estrelas, o mar, de sentir o ar que respiramos, que também tem um dono.
Os heróis estão em toda parte basta reparar, olhar de verdade, querer olhar.
Que saibamos escolher o nosso herói, que a escolha faça tanto bem de um lado quanto do outro e, que isso faça diferença, de viver, de amar, de ver o mundo com bons olhos.
Aprendi mais uma coisa quando fazemos os deveres com amor, não é obrigação.
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16/03/2010 @ 11:11:53
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16/03/2010 @ 11:11:09
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